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Pouco ar!
A tristeza senta-se a mesa comigo
dorme sobre o mesmo teto, usa meu coração como abrigo
impulsionado pelos tragos nas bebidas
sintome-me mal por não ter 7 vidas.
O fim se aproxima
com a dor regendo o áspero clima
Os cegos não percebem
a oxidação do sentimento
a guerra sem consentimento
a emorragia sem sagramento.
Sempre valorizaram especiarias trazidas de fora
desde os indígenas frente aos colonizadores de outrora.
Sinto o corte na minha garganta da pontiaguda espora
que me faz agonizar neste instante, agora!
Sentimento puro vira piada
palavras no escuro de forma afiada
destroem a aliança, pelo orgulho. pela prepotência
pela vaidade, egoísmo e incoerência.
Quero chegar logo aos céus
conhecer o amor divino e deixar este lamentável banco dos réus.
Estou farto de ser condenado
por um dia ter acreditado e consequentemente me entregado
a um sentimento que muitas vezes me fez sentir agraciado.
Hoje só o que sinto é o abandono
como um cão que é despejado quando filhote, sem rumo, sem dono.
Tudo o que falo soa como agressão
ao invés de tentativas de reacender uma antiga paixão.
Vejo que me resta pouco ar,
que sacia meus pulmões neste ato de expressar,
para traduzir em linhas o meu pensar
e o meu amor que está prestes a se suicidar!
Salve-me, por favor!
28/11/2009 Publicada por DUGRAU
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